Mais mulheres chefiam lares e ampliam busca por seguro de vida no Brasil
Mais mulheres chefiam lares e ampliam busca por seguro de vida no Brasil

Levantamento do IBGE mostra que 49,1% dos domicílios brasileiros já são liderados por mulheres; especialista alerta para avanço de doenças graves em idade produtiva e defende planejamento financeiro
O número de mulheres que sustentam suas famílias nunca foi tão alto no Brasil. Segundo o IBGE, 49,1% dos lares brasileiros são chefiados por mulheres. Em muitas dessas casas, elas são a principal ou única fonte de renda. No interior paulista, o cenário se repete, com crescimento da presença feminina no mercado formal e no empreendedorismo.
Ao mesmo tempo, dados do Ministério da Saúde apontam aumento de diagnósticos de doenças como câncer de mama e doenças cardiovasculares em faixas etárias cada vez mais jovens. O Instituto Nacional de Câncer estima mais de 70 mil novos casos de câncer de mama por ano no país, muitos deles em mulheres em plena idade produtiva.
É nesse contexto que o seguro de vida deixa de ser tratado como produto secundário e passa a integrar o planejamento financeiro feminino.
Para a empresária Marlei Gonçalves, da Sevisa Corretora de Seguros, de Rio Preto, a mudança é cultural. “Durante muito tempo o seguro de vida era associado apenas ao homem provedor. Hoje a mulher é pilar financeiro da família, empreende, lidera equipes e responde pelo orçamento da casa. Se algo acontece com ela, o impacto é direto na estabilidade de todos”, afirma.
Segundo a CNseg, o mercado de seguros de pessoas vem registrando crescimento consistente nos últimos anos, impulsionado pela maior conscientização sobre proteção financeira. Ainda assim, o Brasil mantém uma taxa de penetração considerada baixa quando comparada a países desenvolvidos.
Marlei destaca que, além da cobertura em caso de morte, os seguros atuais incluem indenizações por diagnóstico de doenças graves, invalidez e diárias por incapacidade temporária. “O seguro de vida não é só sobre ausência. É sobre garantir renda em momentos críticos, custear tratamento e manter a organização financeira da família”, diz.
Com a proximidade do Dia Internacional da Mulher, em 8 de março, o tema ganha força como pauta de planejamento e autonomia financeira. Especialistas defendem que proteção patrimonial e previdência privada deixem de ser tratadas como assunto masculino e passem a integrar a estratégia de longo prazo das mulheres brasileiras.
Para Marlei, o debate precisa ser direto. “A mulher já cuida da saúde, da carreira e da família. Cuidar da própria proteção financeira é uma extensão natural dessa responsabilidade.”










