Visão embaçada, dormência e fadiga podem ser sinais de esclerose múltipla
Doença afeta o cérebro e a medula, é mais frequente em mulheres e pode provocar fraqueza, formigamentos e dificuldade para caminhar

Alterações na visão, dormência, fraqueza, dificuldade para caminhar, desequilíbrio e uma fadiga que não passa podem ser sinais de esclerose múltipla. A doença crônica atinge principalmente adultos jovens e aparece com maior frequência entre as mulheres.
O tema ganha destaque em 30 de agosto, Dia Nacional de Conscientização sobre a Esclerose Múltipla. Segundo a médica neurorradiologista Laís Fajardo Ramin, do Ultra-X, em Rio Preto, os sintomas não são iguais em todos os pacientes.
“Eles podem aparecer em surtos ou evoluir de forma gradual. Por isso, qualquer alteração persistente precisa ser investigada”, afirma.
A esclerose múltipla é a doença desmielinizante adquirirá mais prevalente em adultos. Afeta o sistema nervoso central, formado pelo cérebro e pela medula espinhal. Ela ocorre quando o sistema imunológico passa a atacar a mielina, camada que reveste as fibras nervosas e permite a transmissão adequada dos impulsos elétricos.
Quando essa proteção é danificada, a comunicação entre o cérebro e outras partes do corpo pode ser prejudicada. A forma como a doença se manifesta depende das regiões atingidas, o que explica a variedade de sintomas.
A causa exata ainda não é conhecida. De acordo com Laís Fajardo Ramin, fatores genéticos e ambientais podem contribuir para o desenvolvimento da doença.
A ressonância magnética está entre as principais ferramentas utilizadas no diagnóstico e no acompanhamento da esclerose múltipla. O exame permite identificar lesões características no cérebro e na medula.
“A ressonância auxilia o neurologista a confirmar o diagnóstico, avaliar atividade da doença e acompanhar a resposta ao tratamento”, explica a médica.
Embora não tenha cura, a esclerose múltipla pode ser controlada. Os tratamentos disponíveis ajudam a reduzir a frequência dos surtos, retardar a progressão e preservar a qualidade de vida.
“O diagnóstico precoce faz diferença. Com tratamento e acompanhamento contínuo, muitas pessoas conseguem manter uma vida ativa e produtiva”, diz Laís Fajardo Ramin.










