Atletas já traçam metas para 2026, mas chegar inteiro à maratona começa agora
Atletas já traçam metas para 2026, mas chegar inteiro à maratona começa agora

O calendário ainda mostra janeiro, mas para quem corre, 2026 já começou. Maratonas, meias e provas de rua estão no radar de corredores amadores e experientes que usam o início do ano para definir metas, volumes de treino e objetivos pessoais. O problema é que nem sempre o planejamento físico acompanha a ambição. E é justamente aí que muitas temporadas acabam antes do previsto.
A maratona segue como principal desafio para grande parte dos corredores. Os 42 quilômetros simbolizam superação, constância e disciplina, mas também exigem um corpo preparado para suportar meses de carga progressiva. A pressa em evoluir, comum no começo do ano, costuma ser o primeiro passo para lesões que afastam atletas ainda no primeiro semestre.
Tendinites, dores no joelho, sobrecargas musculares e problemas no tornozelo aparecem com frequência quando o aumento de volume não vem acompanhado de fortalecimento, mobilidade e recuperação adequados. O corpo até responde no início, mas cobra a conta quando o desgaste se acumula.
É nesse ponto que o trabalho preventivo deixa de ser opcional. Fortalecer musculaturas de suporte, corrigir desequilíbrios, respeitar períodos de recuperação e observar sinais precoces de dor fazem parte do treino tanto quanto os quilômetros rodados na rua ou na esteira.
Para Will Gazzi, fisioterapeuta do Box Recovery, de Rio Preto, o erro mais comum entre corredores é tratar o cuidado com o corpo como algo secundário. Ela acompanha de perto a rotina de muitos atletas, maratonistas e corredores de rua de Rio Preto e de toda a região, e observa um padrão recorrente: a maioria procura ajuda apenas quando a dor já limita o treino.
Segundo a especialista, o cuidado precisa ser contínuo e integrado à preparação anual. O corpo precisa estar pronto para absorver a carga, e não apenas reagir a ela. Quando a prevenção é ignorada, a chance de interrupções longas aumenta, justamente no período em que o corredor deveria estar ganhando consistência.
Outro ponto crítico é a recuperação. Sono insuficiente, alimentação desorganizada e ausência de estratégias de regeneração muscular comprometem a evolução e aumentam o risco de lesão, mesmo em atletas experientes. Não se trata de treinar menos, mas de treinar com mais inteligência ao longo do ano.
Com 2026 no horizonte, quem começa agora a estruturar metas realistas, respeitar o tempo do corpo e investir em prevenção amplia significativamente as chances de chegar saudável às principais provas da temporada. A maratona não é decidida apenas no dia da largada. Ela é construída, ou interrompida, nas escolhas feitas meses antes.










