Exportações de Rio Preto crescem 34,6% e colocam a cidade no mapa do comércio internacional
Exportações de Rio Preto crescem 34,6% e colocam a cidade no mapa do comércio internacional

As exportações de São José do Rio Preto tiveram um salto expressivo em 2025. De janeiro a setembro, o município registrou US$ 48,3 milhões em vendas ao exterior, alta de 34,6% em relação ao mesmo período do ano passado, segundo dados da plataforma Comex Stat, do Governo Federal. O desempenho confirma o avanço da indústria local em mercados como Estados Unidos e Paraguai e consolida a cidade como um polo econômico com presença internacional cada vez mais relevante.
Os produtos de origem animal continuam sendo os principais impulsionadores do resultado, respondendo por quase metade das exportações. Miudezas comestíveis de carne representaram 24,1% do total, seguidas por açúcares de cana e beterraba (17,6%) e outros produtos de origem animal (13,5%). Em setembro, as vendas externas somaram US$ 5,5 milhões, alta de 12,7% sobre o mesmo mês de 2024. O Paraguai liderou as compras, especialmente desses itens, que juntos compuseram mais de 43% da pauta exportadora.
Apesar do avanço, o saldo comercial segue negativo. As importações no mesmo período somaram US$ 132,8 milhões, aumento de 2,1%, resultando em déficit de US$ 84,6 milhões. Ainda assim, o crescimento das exportações é visto como um sinal de recuperação industrial e maior competitividade regional.
Para o despachante aduaneiro Márcio Marcassa Jr., da Rio Port, empresa de Rio Preto especializada em comércio exterior e logística internacional, o desempenho reflete uma mudança de postura das empresas locais diante das oportunidades externas. “Há um amadurecimento claro. As empresas da região estão entendendo que exportar não é apenas vender para fora, mas também criar processos sólidos, cumprir exigências técnicas e investir em certificações que abrem portas para novos mercados”, afirma.
Segundo ele, os setores de alimentos, bebidas e produtos veterinários têm liderado essa transformação, apoiados por políticas de inovação e tecnologia que modernizaram o parque industrial rio-pretense. “O uso de sistemas digitais, automação e integração com plataformas da Receita Federal e do Ministério da Agricultura facilitou o trâmite aduaneiro e reduziu o tempo de desembaraço, o que torna o processo mais eficiente e competitivo”, completa Marcassa.
Para os próximos meses, a expectativa é de que o ritmo se mantenha, impulsionado por contratos de exportação já firmados e pela valorização de commodities agrícolas e produtos de origem animal. “O desafio agora é ampliar o número de empresas exportadoras. Rio Preto tem estrutura logística, localização estratégica e capacidade produtiva para dobrar esses números nos próximos anos”, conclui Marcassa.










